A energia desempenha um papel fundamental em todas as atividades, nomeadamente nas atividades económicas e no seu desenvolvimento.

Durante muito tempo pensou-se que o crescimento, progresso e desenvolvimento socioeconómico não podiam ser conseguidos senão à custa de forte crescimento do consumo de energia. Quando da crise de 1973, a necessidade de reduzir os enormes consumos chegou a conduzir a fortes constrangimentos com consequências negativas sobre o desenvolvimento. Ainda sobre a influência da vivência anterior, chegou a pensar-se que, como não era possível crescer sem continuar a pagar uma elevada fatura energética, se tornava necessário rever os modelos de crescimento.

No entanto, a pouco e pouco, foi-se aprendendo a olhar para a energia como um fator de produção que, sendo bem gerido, permite produzir o mesmo consumindo menos. O resultado foi dissociar o crescimento socioeconómico do aumento do consumo de energia.

O crescimento económico e a melhoria da qualidade de vida são assim possíveis, recuperando uma perspetiva de desenvolvimento fundamental para toda a humanidade, sem que isso implique custos demasiado elevados nem a pura e simples exaustão de recursos finitos.

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